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Três frases que gostava de ter ouvido quando estava no 12º ano

José Miguel Pires
Redator com Futuro
5 Janeiro 2018

Tenho-me encontrado nos últimos dias naquela típica situação em que dizemos uma e outra vez “Oxalá soubesse eu na altura o que sei hoje”, e portanto sinto a necessidade de vos evitar (ou ao menos tentar) alguns desgostos neste que será o último ano não só do vosso Secundário, mas sim de todo o Ensino Básico. Assim, deixo-vos uma coletânea de frases que eu gostava de ter ouvido enquanto me encontrava no vosso lugar.

1. O horário do 12º é mais simples (regra geral) do que os dos anos anteriores, mas não te iludas

O maior fator que influenciou o meu desempenho durante o último ano do Secundário foi o facto de o horário se ter tornado mais liberal. Pela positiva? Devia ter sido assim, mas não. Com efeito, a vida durante este ano torna-se mais… Livre. Em termos de horas passadas dentro da sala de aula, este número decresce significativamente. Isto deverá, ao contrário do que aconteceu no meu caso, incutir nos métodos de estudo uma melhor gestão de tempo. A ideia de que, como temos mais tempo livre, podemos passar mais tempo a procrastinar e a ver séries é uma mera falácia. Se o objetivo é manter ou mesmo elevar a média, com o tempo livre que o horário fornece, é fulcral organizá-lo de maneira a manter o (bom) ritmo de estudo dos anos anteriores.

2. O tempo estica e encolhe, e no que toca à escolha do curso, cada dia que passa parece que encolhe mais

Um ano transforma-se num mês, que se transforma numa semana e quando damos por ela é o último dia das candidaturas. Não escrevo isto para vos alarmar, atenção, afinal de contas o que resta do ano ainda é mais do que suficiente tempo para escolher um curso. No entanto, é imperativo começar o mais cedo possível a aceitar a realidade de que para o ano serão vocês os caloiros das diferentes faculdades do país (ou, nalguns casos, de outros países) e a procurar informações sobre as diferentes áreas e opções existentes. Falem com colegas que já estejam em cursos que vos pareçam interessantes, procurem informações sobre pessoas que tenham completado os seus estudos na vossa área de escolha.

3. O curso escolhido não é uma opção eterna e final.

Muitos dramas relacionados com a escolha do curso começam com o medo de escolher o curso errado e viver anos amargurado a fazer algo de que não se gosta. Ora, nestes momentos é importante relembrar que a colocação num curso superior não é uma sentença final. Afinal de contas, é muito possível ficar desapontado com um curso ou sentir-se sobrecarregado após um determinado tempo. É importante saber que existe sempre a opção de candidatar-se no ano seguinte e mudar de curso, seja novamente pelo Concurso Nacional ou por transferência entre estabelecimentos. Desistir de um curso não é o fim do mundo. Ao candidatar-se a uma determinada opção escolhe-se simplesmente uma orientação no percurso académico, mutável a qualquer momento.


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